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A BATALHA DE PIRAJÁ – A CORNETA DA VITÓRIA
No Dia 25 de Junho de 1822, a Câmara da Vila de Cachoeira Rompe Com Lisboa, Início da Guerra de Independência na Bahia, Com Forte Adesão Popular, Crucial Para o Fim do Domínio Colonial no Brasil.
Notando Que a Região Nordeste Havia Prestado Enormes Trabalhos Pela Proclamação da Independência, Dom Pedro Resolveu Conferir o Primeiro Título Nobiliárquico a um Baiano, o Coronel Comendador Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Que Passaria a Ser o Barão da Torre Garcia D’Avila, em Dezembro de 1822 – O Primeiro Título do Império.
Mas as Lutas Não Haviam Terminado. As Tropas Portuguesas em Salvador Defendiam a Cidade, Com Vigor, Enquanto o Exército da Casa da Torre Disputava as Regiões Vizinhas, Com Uma Legião de Populares, Todos Armados, em Defesa da Nova Pátria, Tentando Expulsar os Portugueses.
As Tropas Lusitanas Estavam Vencendo as Sucessivas Batalhas e, Somente Por Sorte, os Brasileiros Poderiam Vencer, na Bahia.
Na Decisiva Batalha de Pirajá, as Tropas da Torre, Juntamente Com as Forças dos Senhores de Engenho, e Nobres Patriotas de Cachoeira e Outros Municípios, Sob o Comando do Então Mundialmente Famoso General Pedro Labatut, São Surpreendidas Por um Notável Exército Português, Com Milhares de Soldados a Mais.
Diversas Investidas Mostraram Que Era um Suicídio Lutar Nesse Sítio e Labatut Percebeu Que o Melhor Seria Bater em Retirada, no Momento, Para Reorganizar, Talvez, Novo Ataque. Deu, Então, a Ordem Para o Corneteiro: Toque a Retirada!
O Soldado, Porém, no Ardor Cívico da Batalha, Talvez Por Engano, ou Por Intuição, ou Ainda, Por Inusitada Rebeldia de Seu Sangue Nordestino, Tocou Aquilo Que Achava Mais Correto, Provocando Espanto nos Imediatos do General: Oh, Não! Esse é o Toque de “Avançar e Degolar”.
As Forças Brasileiras Acreditaram, Pelo Toque da Corneta, Que os Reforços Haviam Chegado, e, Num Estrepitoso Gesto, Saltaram as Trincheiras, e, Como Animais Desembestados, Lançaram-se, de Peito Aberto, Sobre as Tropas Inimigas.
O Alarido Era Enorme, os Portugueses Acreditavam Que os Reforços Estavam na Reta Guarda, Dispararam Suas Armas. Não Havia Tempo Para o Recarregamento.
As Baionetas Brasileiras Estavam Inflamadas Pela Glória. Os Portugueses Debandaram Pelas Matas, Sendo Perseguidos Pelos Brasileiros Que Gritavam Vivas à Independência.
Estava Ganha a Grande Batalha Pela Liberdade.
O Destemor dos Nordestinos é Uma Constante nos Laudos de Guerra, Como Pode Ser Visto nas Lutas Contra os Holandeses, Nas Guerras da Independência, na Guerra do Paraguai, em Canudos. Existe Consciência Cívica, em Cada Nordestino Vivo.
No Dia 02 de Julho de 1823, as Tropas Libertadoras Entravam em Salvador Triunfalmente!
A Vitória Brasileira Concluiu a Guerra de Independência da Bahia. A Data é Festejada Desde 1824 Com Desfile Onde as Imagens do Caboclo e da Cabocla Exaltam Sua Marca Popular.

Como Vimos, Mesmo Depois de Dom Pedro Ter Declarado a Independência do Brasil em 7 de Setembro de 1822, Muito Sangue de Brasileiros Foi Necessário Para Garantir a Conquista.
Aqui Deixamos a Nossa Homenagem de Honra ao Mérito a Todos os Heróis Anônimos da História.
Até Quando Brasil!

Pesquisa Realizada Pelo Poeta Popular BGG da Mata Virgem
Livro: A Revolução Nordestina “A Epopéia das Secas”
Autor: Rinaldo dos Santos



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Postador Robério Gomes

Adailton Santana. Locutor, radialista e blogueiro.
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